Gestão ambiental, ficção científica e inclusão produtiva: conexões que impulsionam inovação
Gestão ambiental, ficção científica e inclusão produtiva: conexões que impulsionam inovação
Como a trajetória de Felipe Emílio Gruetzmacher articula gestão ambiental, literatura de ficção científica e inclusão produtiva em uma proposta inovadora para o mercado.
Por Biophilos Na Rede
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Na Biophilos, entendemos que os desafios socioambientais do século XXI exigem mais do que cumprimento de normas: pedem imaginação, crítica e capacidade de articular saberes que, à primeira vista, parecem distantes. Gestão ambiental, ficção científica e inclusão produtiva formam justamente um desses encontros improváveis que abrem espaço para inovação, cidadania e novos modelos de negócio.
É nesse cruzamento entre técnica, ética e sensibilidade que se inscreve a trajetória de Felipe Emílio Gruetzmacher. Gestor ambiental, profissional de comunicação e escritor de ficção científica, Felipe transita com fluidez entre o universo corporativo, a educação ambiental e a defesa de uma inclusão mais justa e efetiva de talentos diversos no mercado de trabalho.
Ao lado de iniciativas como o marketing verde, a atuação em startups de base tecnológica e a produção literária com temática futurista, Felipe constrói um repertório que ilustra, na prática, o que chamamos de transversalidade: a capacidade de conectar campos distintos para ampliar o impacto positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
Com alegria, a Biophilos Na Rede apresenta a seguir o texto de autoria de Felipe Emílio Gruetzmacher, que aprofunda esse debate e mostra como sua experiência profissional e criativa integra gestão ambiental, ficção científica e inclusão produtiva em uma mesma proposta de valor.
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Sobre Felipe Emílio Gruetzmacher
Gestor ambiental de formação, Felipe Emílio Gruetzmacher atua com marketing verde, comunicação textual e inovação em inclusão produtiva. É redator de conteúdos para a ANAGEA, diretor de comunicação textual da startup diverSCInnova e redator na Perto Digital, contribuindo para soluções acessíveis em ambientes digitais. Autista e apaixonado pela escrita, é autor do livro de ficção científica "O Relato de um Ciborgue", em que discute produtividade, trabalho e cidadania em cenários futuristas.
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Texto de autoria de Felipe Emílio Gruetzmacher -
Quando a gestão ambiental, a ficção científica e a inclusão produtiva se encontram!
A gestão ambiental, a ficção científica e a inclusão produtiva são campos transversais e conectados. Esses conceitos integram o conhecimento, numa perspectiva holística. Até porque os problemas que nossa sociedade enfrenta exigem uma postura que combine saberes de maneira complementar. Por exemplo:
- A gestão ambiental é uma área profissional que administra bens naturais para reduzir impactos ambientais por meio de técnica, ciência e estratégia. As soluções em gestão ambiental demandam um conjunto de conhecimentos de diversas áreas que garante a sustentabilidade empresarial e do próprio planeta. O foco é minimizar a degradação ambiental e otimizar resultados dos empreendimentos. Esse aspecto está intimamente ligado à educação ambiental, cujos pilares são o "aprender a conhecer (compreender desafios ambientais)", "aprender a fazer (capacidade de agir e solucionar)", "aprender a conviver (colaborar para a sustentabilidade)" e "aprender a ser (amadurecimento da consciência ambiental)";
- Esses pilares da educação ambiental estão em plena sintonia com a ficção científica. Esse gênero literário fomenta interrogações críticas e reflexões a respeito da ciência na sociedade. Quando a literatura debate os avanços e retrocessos promovidos pelo progresso tecnocientífico, a sociedade consegue desenvolver uma percepção mais aguçada sobre problemas de enorme relevância para a humanidade. O aspecto lúdico e a formação acabam sendo mesclados: a fantasia ajuda na construção da cidadania. Afinal, a imaginação é de extrema importância para propor soluções que alinhem conhecimento, habilidades, ética e cidadania planetária. A beleza dos livros é criar cenários fantasiosos que funcionam como experimentos mentais do nosso futuro tão tecnológico. A tecnologia lembra o trabalho humano, pois ela é apenas uma ferramenta no nosso dia a dia laboral.
- Nesse ponto, podemos citar a acessibilidade e a inclusão de talentos diversos como itens indispensáveis nesse processo. Ofertas de oportunidades profissionais para todas as pessoas fortalecem a sustentabilidade empresarial e garante a longevidade dos modelos de negócios.
Um exemplo prático do encontro gestão ambiental, inclusão produtiva e ficção científica - Felipe Emílio Gruetzmacher
A grande questão é incluir todos esses temas numa mesma atuação profissional. Afinal, as profissões inovadoras requerem flexibilidade para aprender e aplicar diversos assuntos transversais. A criatividade é, muitas vezes, uma combinação de ideias aparentemente opostas e presentes em campos diferentes.
Felipe Emílio Gruetzmacher conseguiu reunir tantos itens distintos em propostas de valor para o mercado. A atuação profissional dele é marcada pela flexibilidade e cocriação inédita de conexões entre saberes.
A formação de Felipe em gestão ambiental permitiu que ele se especializasse em marketing verde: uma forma de comunicação corporativa que ressalta soluções verdes para o mercado. Na prática, ele escreve conteúdo para o site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Ambientais) com o propósito de educar o mercado e estimular a maturidade ambiental dos consumidores.
Além dessa atuação, Felipe é diretor de comunicação textual da startup diverSCInnova, um negócio que funciona como uma HR Tech e Deep Tech simultaneamente. A proposta da diverSCInnova é apresentar tecnologias de base científica para o mercado de recursos humanos. A principal inovação da diverSCInnova é o software AIA (Assessment de Inteligência Acessível), o primeiro teste gamificado e acessível do mundo que apoia a área do RH a identificar habilidades de estudantes e profissionais com maior equidade. Assim, a inclusão é fomentada: pessoas com deficiência podem acessar boas oportunidades profissionais graças a essa solução que ajuda as organizações de estudo e emprego a valorizarem mais o talento do que o diagnóstico. Assim, o AIA também apoia pessoas a ampliar o autoconhecimento delas: o público usuário desenvolve maior conhecimento e autopercepção sobre as próprias habilidades e diferenciais.
O fato de Felipe ser uma pessoa autista e um eterno apaixonado pela comunicação escrita estimulou a escrita do livro "O Relato de um Ciborgue": uma poderosa ficção científica que ajuda a repensar a produtividade excessiva e o vício em trabalho tão típicos dos nossos tempos digitais. A obra da Editora Simulacro apresenta diversos contos memoráveis sobre pessoas que têm chips implantados que eliminam a necessidade biológica de repouso e sono. Nessa sociedade ficcional, a população é empurrada para uma vida de labuta e trabalho sem fim. O livro toca em assuntos espinhosos como a insustentabilidade da atividade profissional excessiva e o lucro a qualquer custo. Muitos personagens do livro são autistas, o que aproxima a fantasia, a ficção científica e a inclusão.
Felipe também atua como redator na Perto Digital, uma startup que comercializa soluções que agregam acessibilidade em sites empresariais. Tantas experiências profissionais apoiam o cultivo de flexibilidade e habilidades complementares.
O resultado dessa integração e transversalidade é mais inovação e ideias inéditas para o cliente. O mercado dependerá cada vez mais de soluções e saberes que se complementam. A gestão ambiental, a ficção científica e a inclusão produtiva podem contribuir uma com a outra de maneira transversal. Nessa economia do conhecimento, inovação dependerá cada vez mais dessas conexões criativas e de perspectivas holísticas que "amarram" conceitos inicialmente isolados. Até porque os problemas do mundo e os desafios mercadológicos não podem ser abordados por perspectivas compartimentalizadas ou fragmentadas.